Dicas de 3 livros de cabeceira sobre convergência

“Cultura da Convergência”
Autor: Henry Jenkins (2009; 2ª ed)
Editora: Aleph
Páginas: 432
Preço: de R$ 48,30 até R$ 62

De fato, a primeira leitura obrigatória e inicial deve ser a “Cultura da Convergência”. Jenkins definitivamente abre a mente para as possibilidades, os desafios e as ameaças. De todos os conceitos apresentados, o “Economia Afetiva” é o que define com lucidez os novos tempos na comunicação. “A convergência não ocorre apenas quando envolve produtos e serviços que trafegam em circuitos regulados. Não envolve apenas companhias de telefonia celular que se unem a companhias de cinema para decidir quando e onde nós assistiremos um novo lançamento cinematográfico […] Ela está em nossas mãos”.

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Case Capricho: experiência transmídia para reinventar-se

Ívila Bessa

Navegando em concluídas leituras sobre convergência e narrativas transmídias, agarro-me em algumas e ricas linhas de Ramón Salaverría:

É preciso investir em diferentes formas de apresentação das notícias. Pelo fato de os jovens estarem mais acostumados com conteúdos audiovisuais e interativos de caráter lúdico, os meios de comunicação precisam atrair os leitores de amanhã. Ficam evidentes as soluções apresentadas pela narrativa transmidiática como uma resposta a um novo padrão estético para “contar a história” de um fato jornalístico.

Então os salvadores da pátria são os produtos e experiências transmídias? Sim. Mesmo diante da paixão desmedida que a Indústria de Notícias (IN) sente pelos tablets, a IN evita observar o óbvio.

Nesse caso específico de amor, a IN demorou perceber - tanto que só agora vive a 3ª geração dos aplicativos de notícias - que os tablets apenas evidenciam as necessidades de produzirmos novas e correlatas experiências em gestão de conteúdo, ou seja, de vivenciarmos produtos transmídias.

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Convergência exige modelo(s) de gestão de conteúdo

Ívila Bessa

Bato na mesma tecla há alguns anos. Expiro e insisto em revelar que jornalismo, antes de tudo, é ¨gestão de conteúdo¨. É função inerente a qualquer jornalista, a de pensar, filtrar, organizar, explorar e expandir versões e produtos de conteúdo.

Hierarquicamente, redações concediam a função apenas para alguns, o dito editores, que repatriavam o poder de decisão a outros, os editores-chefes e, em alguns casos, à coroa de apenas um. 

Bebendo na frase de William Gibson, “profeta noir” do cyberpunk, de que ¨O futuro já chegou. Só não está distribuído de forma equilibrada”, percebo que - diantes de novas plataformas tecnológicas no cardápio do dia a dia e consumo de qualquer um - finalmente somos obrigados a ouvir o grito silenciado de que  ¨jornalistas devem agir como gestores de conteúdo¨. A mudança vem de fora (mercado e público) para dentro (redação) e o sentido do caminho é inevitável.

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O jornalismo deveria aprender com o cinema

Ívila Bessa

Deitar-se especificamente com as películas Matrix e Avatar é desnudar exemplos adequados de produtos transmídia. São amostras evidentes de como mastigar, repartir, classificar e produzir detalhes e porções de narrativas e experiências para diferentes mídias. Vai muito além de tingir ou esticar. Não falo de ruminação. Mas de desposar à ceia novos pratos. 

De um quadrinho a uma série, de um filme a um game ou a tudo isso. Expandindo-se e ganhando, dessa forma, novos contornos e intensidades. Em Matrix e Avatar - e ao vovô de todos Star Wars - cada mídia contribui e imerge algo novo à narrativa principal. E, em algum momento, convida o público a participar. 

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Quem diz o quê, onde e como: modos de fazer transmídia

Rafael Rodrigues

Num tempo em que as redações ao mesmo tempo encolhem (pois começam a integrar impresso e online) e aumentam (na verdade, aumentando a proporção das equipes web em relação às puramente analógicas), a produção de conteúdos toma rumos peculiares.

Primeiro, é sintomático que a própria palavra conteúdo seja aqui utilizada em vez de textos, matérias ou reportagens. Sinal de uma irremediável indiferenciação, hoje comum, entre os diversos códigos comunicativos capazes de servir às notícias. O webjornalismo, por exemplo, é universalmente discutido e ensinado dentro dos parâmetros do que se convencionou chamar de multimídia.

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