Os dispositivos tecnológicos como extensão ou distensão do homem?

Maria Julianna Formiga Moura Sinval

Existir é, de maneira crescente, estar ligado a tela e interconectado nas redes

Gilles Lipovetsky, 2007, p.257

A citação de Gilles Lipovetisky aponta com clareza uma situação comum nos dias de hoje. Estamos vivendo a era da tela/ecrã global, isto é, a “ecrãnoosfera”, onde um fluxo de imagens circula em telas. Nos aeroportos, restaurantes, bares, elevadores, metrôs, carro, aviões, por todos os lugares encontramos telas, sejam telas planas ou portáteis, elas se proliferaram em todas as dimensões.

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Convergência exige modelo(s) de gestão de conteúdo

Ívila Bessa

Bato na mesma tecla há alguns anos. Expiro e insisto em revelar que jornalismo, antes de tudo, é ¨gestão de conteúdo¨. É função inerente a qualquer jornalista, a de pensar, filtrar, organizar, explorar e expandir versões e produtos de conteúdo.

Hierarquicamente, redações concediam a função apenas para alguns, o dito editores, que repatriavam o poder de decisão a outros, os editores-chefes e, em alguns casos, à coroa de apenas um. 

Bebendo na frase de William Gibson, “profeta noir” do cyberpunk, de que ¨O futuro já chegou. Só não está distribuído de forma equilibrada”, percebo que - diantes de novas plataformas tecnológicas no cardápio do dia a dia e consumo de qualquer um - finalmente somos obrigados a ouvir o grito silenciado de que  ¨jornalistas devem agir como gestores de conteúdo¨. A mudança vem de fora (mercado e público) para dentro (redação) e o sentido do caminho é inevitável.

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