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Convergência exige modelo(s) de gestão de conteúdo

Ívila Bessa
Bato na mesma tecla há alguns anos. Expiro e insisto em revelar que jornalismo, antes de tudo, é ¨gestão de conteúdo¨. É função inerente a qualquer jornalista, a de pensar, filtrar, organizar, explorar e expandir versões e produtos de conteúdo.
Hierarquicamente, redações concediam a função apenas para alguns, o dito editores, que repatriavam o poder de decisão a outros, os editores-chefes e, em alguns casos, à coroa de apenas um.
Bebendo na frase de William Gibson, “profeta noir” do cyberpunk, de que ¨O futuro já chegou. Só não está distribuído de forma equilibrada”, percebo que - diantes de novas plataformas tecnológicas no cardápio do dia a dia e consumo de qualquer um - finalmente somos obrigados a ouvir o grito silenciado de que ¨jornalistas devem agir como gestores de conteúdo¨. A mudança vem de fora (mercado e público) para dentro (redação) e o sentido do caminho é inevitável.

